Não era só falta de inspiração, era também falta de coragem de falar sobre você. E como eu não queria falar, e como eu queria te esquecer, e poder “desamar” dizendo um simples: tchau. E deixar tudo para trás: esquecer que um dia sua voz já fez meu mundo parar, meu coração disparar e minhas mãos suarem; dizer que você nunca foi dono do meu mundo e que durante muito, muito tempo a única coisa que eu (não) pensava era (em) você.Juro de pé juntos que tentei, com todas as minhas forças e de todas as maneiras. Durante um tempo a indiferença funcionou até um certo ponto, de eu pensar que estava livre, e vacinada de você, mas bastou cinco minutos (ou menos) – cinco míseros minutos! – para que eu me distraísse e percebesse que com o amor, só ignorar e só indiferença não funciona.
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