Quantas vezes eu ouvi dizer que a mulher é o sexo frágil? Frágil por tanta delicadeza, frágil por não ter força nos braços, por todo turbilhão de sentimentos e por toda essa sensibilidade que temos e levamos no coração. Se for por isso, eu sou muito frágil, bem frágil, eternamente frágil.
É que eu tenho o coração mole, é porque eu me derreto por qualquer coisa boba, por qualquer final feliz.
Por outro lado eu sou forte, ou ao menos estou aprendendo a ser. Forte por ter que aprender a fazer minhas escolhas, por saber onde quero chegar, por saber me respeitar e exigir isso das pessoas que estão ao meu redor. Forte por gostar tanto do meu sossego e aprender a lidar com a solidão do dia a dia. Forte por acreditar e saber somar os pequenos momentos de felicidade.
A gente vive procurando a felicidade, e acredite, ela não é um objeto que se perde ou uma criança perdida sem o pai. Ela está aqui, está aí e em qualquer outro lugar que tenha vida. Porque a vida é assim, feliz, cheia de detalhes, de sentimentos. A minha vida é cheia. Altos e baixos. Intensa, oito, oitenta e até quarenta. Porque tem dia que eu me sinto mediana também. Eu apenas me permito sentir.E eu sonho, sonho tanto com meu felizes para sempre, o meu que seja eterno enquanto dure, o meu duas escovas de dentes companheiras. Eu lembro de imaginar a minha vida, aquela em que eu posso dividir com um, aquela que eu posso sonhar em dois e sem pausas.
Não quero um futuro sozinha. Não é por medo, é por amor. É por isso que eu sonho em conjunto, pra poder colocar você ao meu lado, para dividir e ter você comigo. Ter as nossas coisas, nossos detalhes, segredos, nosso cheiro, do nosso jeito.
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